
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Projecto “SURGE” - Simple Underwater Renewable Generation of Eletricity (Produção de energia renovável debaixo de água)

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Moura em destaque no Prémio "Personalidades do Ano" gerido pela organização OneWorld.net
Os finalistas do Prémio “Personalidades do Ano” promovido pela OneWorld dos Estados Unidos estão a ser anunciados, e leitores de todo o mundo estão a ser convidados a votar naquele que considerarem ser merecedor dessa distinção no ano de 2008.Um dos 10 nomeados é o Presidente da Câmara Municipal de Moura, o que sucede pela circunstância de ter sido considerado um pioneiro no que respeita às Energias Renováveis. A Central Fotovoltaica de Amareleja e o projecto SUNFLOWER, foram as iniciativas consideradas decisivas para a decisão de integrar José Maria Prazeres Pós-de-Mina na lista de personalidades do Ano daquela entidade.
A Oneworld consitui uma Rede Global de 13 Centros espalhados pelo Mundo, da Finlândia à Índia e da Indonésia à Zâmbia. A nomeação teve em consideração a análise efectuada a partir de organizações não-governamentais, serviços noticiosos e pesquisas efectuadas tendo como objectivo evidenciar notícias e opiniões “consideradas como tendo interesse para uma plateia constituída por cidadãos Norte-Americanos”.
Para aqueles que desejarem votar ou simplesmente obter mais informação, poderão aceder directamente ao site oficial da Oneworld.net directamente clicando AQUI.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Sunflower - Um Consórcio que aposta nas Renováveis como via para o Crescimento Sustentável
Estudos internacionais (Ernst & Young - Renewable Energy Country Attractiveness Index 29007) colocam alguns países da Europa como tendo elevado potencial para o desenvolvimento de clusters industriais ligados às energias renováveis.No Alentejo, movimentos recentes no domínio FER, como a construção de centrais de produção de energia, podem ser valorizados pela abertura da região aos grandes mercados internacionais.
Com esse propósito, visando potenciar o crescimento sustentável e a criação de emprego em áreas inovadoras, entre os meses de Outubro 2008 e Fevereiro 2011, a Câmara Municipal de Moura irá coordenar um Consórcio Internacional de 9 parceiros denominada SUNFLOWER.
O programa de trabalhos integra diversas acções, destacando-se, no entanto, a organização de eventos internacionais ligados ao Project-finance, ao desenvolvimento de parcerias empresariais e à investigação. Esses eventos, denominados de “Stakeholders Meetings”, serão desenvolvidos em paralelo com acções de Bench Learning - nestas, autarcas e técnicos municipais, participarão em Missões a “Casos Exemplares” no âmbito da temática “Cidades Energeticamente Sustentáveis”.
Estima-se que o desenvolvimento do projecto venha a potenciar, para 2011 e seguintes, investimentos na ordem dos 21 Milhões de Euros em Parques Científicos e Tecnológicos, e a criação de 500 novos postos de trabalho.
O consórcio, em algumas das vertentes do projecto, está receptivo à participação de terceiras entidades. Aos interessados recomenda-se uma visita ao site oficial do Consórcio SUNFLOWER.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
ECOS - Sessão Oficial de Apresentação do Plano Estratégico da REDE e Assinatura do Pacto para a Competitividade e Inovação
Na sequência de 9 meses de trabalho, a Rede ECOS apresentou, no decorrer da iniciativa EUROSUN 2008 (8 de Julho 2008), uma síntese do Plano Estratégico da Rede e formalizou o "Pacto para a Competitividade e Inovação", o que se fez na presença de Sua Excelência o Ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, Prof. Dr. Francisco Nunes Correia. Em breves palavras, proferidas pelo Sr. Presidente da Câmara Municipal de Moura, enquanto representante do Município Coordenador, foram abordadas as perspectivas de futuro para a Rede, tendo as palavras finais cabido ao Sr. Ministro, que fez um enquadramento da mesma na Política de Cidades Polis XXI, mais especificamente na Rede de Cidades para a Competitividade e Inovação. Coube à INTELI, entidade parceira, o papel de apresentar uma síntese do Plano Estratégico da Rede para o período 2009-2012.
Recorda-se que a Acção Preparatória "ECOS - Energia e Construção Sustentáveis" desenvolveu-se entre Janeiro e Outubro de 2008, tendo culminado com a apresentação de uma candidatura em 16 do corrente às RUCI - Redes Urbanas para a Competitividade e Inovação.
Clique para obter:
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Reunião de Parceiros e Pacto para a Competitividade e Inovação
Tendo em vista a discussão do futuro Plano Estratégico realizou-se, em 18 de Setembro, na Câmara Municipal de Beja, uma reunião entre os parceiros da Rede ECOS. Nesta reunião foram analisados:
- O tipo e natureza dos projectos a integrar no Plano Estratégico da Rede ECOS para o período 2009-2011
- A redacção e assinatura do Pacto para a Competitividade e Inovação (a ser assinado no próximo dia 8 de Outubro na antiga FIL em Lisboa): formalidades e documentação a apresentar por cada parceiro
- O Modelo de Governação (natureza jurídica da futura entidade de gestão da Rede)
A redacção de Memorandos de Entendimento e o problema das Parcerias Público-Privadas face aos procedimentos próprios a que se obrigam as entidades Públicas (ou projectos com movimentação de dinheiros públicos) foram outras questões em análise.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
A Economia do Hidrogénio e a Sustentabilidade Energética e Ambiental

Integrado na Rede ECOS (Programa de Trabalho Nº 3) e organizado pela Câmara Municipal de Torres Vedras e Associação EDEN, este seminário destina-se a quadros superiores de empresas; Administração Pública Local, Regional e Central e Sistema Científico e Tecnológico.
Os interessados poderão obter mais informações sobre este evento ou proceder à respectiva inscrição directamente no site do município de Torres Vedras (clicar aqui para redireccionamento).
ECOS - Livro da Parceria e Forma de Governação da Rede de Cidades
No âmbito do Programa de Trabalho 5 da Rede denominado "Memorandos de Entendimento" está a ser preparado o "Livro da Parceria" o qual identifica o conjunto de entidades intervenientes no futuro Plano Estratégico da Rede.
O processo de concretização deste livro iniciou-se com uma consulta às entidades parceiras sobre a sua disponibilidade para concretizarem projectos e acções concretas a integrar no futuro Plano Estratégico, seguido da assinatura formal de um Protocolo (Alínea b) da Cláusula quinta do Contrato de Parceria) e do preenchimento de uma ficha-tipo que o caracterizava enquanto parceiro. Esse protocolo foi assinado em triplicado, sendo uma cópia para a Câmara Municipal de Moura, na sua qualidade de município coordenador da Rede, outra para a DGOTDU, entidade de co-financiamento e outra para arquivo do próprio parceiro.
Cada um dos parceiros que assinaram o referido protocolo, vai igualmente assinar o "Pacto para a Competitividade e Inovação Urbanas" (Artigo 7º do Regulamento Específico Política de Cidades aplicável). O Livro da Parceria, que ficará como anexo ao Pacto, irá identificar as actividades e acções a desenvolver por cada um dos parceiros envolvidos.
Ao mesmo tempo, está a ser discutido pela Rede a forma jurídica de governação da Rede e do futuro Plano Estratégico. Foi produzido um documento técnico, por parte da INTELI, de suporte à decisão do Comité de Gestão.
Tanto o Protocolo, como o Livro da Parceria (contém as fichas de caracterização dos parceiros), como o documento de enquadramento da futura forma de governação da Rede podem ser consultados a partir deste post, clicando no respectivo nome - no entanto, os mesmos só estão disponíveis a quem possuir uma password de acesso. Outras entidades, nomeadamente "Parceiros Não Municípios", e visto que se tratam de documentos internos, deverão solicitar uma password de acesso aos mesmos junto do Secretariado Técnico Permanente.
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
2ª Newsletter da Rede

Os interessados poderão obter um exemplar da mesma a partir da imagem em cima ou clicando aqui.
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Seminário

As modernas técnicas de construção, as novas políticas e as circunstâncias que determinam uma preocupação crescente com o desenvolvimento sustentável, são temáticas a debater no âmbito do seminário ““Construção Sustentável - Novos Paradigmas Construtivos, Sociais e Económicos” que se realizará na cidade de Serpa entre 4 e 5 de Setembro de 2008.
O programa proposto divide-se em dois grupos sub-temáticos: no primeiro dia serão debatidas questões essencialmente técnicas e ligadas à construção, à engenharia e à arquitectura; no segundo dia os temas a desenvolver estarão ligados à política e aos “novos” modelos territoriais (ECO VILLA), aos “novos” modelos urbanísticos (ECOQuartier), aos “novos” modelos sociais e económicos (acção social e cluster empresarial).
Do programa constam intervenções de empresas privadas com experiência de intervenção nas áreas descritas, bem como representantes de entidades públicas ligadas quer à investigação, quer à gestão patrimonial. O evento destina-se muito particularmente a Arquitectos, Engenheiros e a todos aqueles técnicos que, no seu dia a dia, se preocupam com as questões do desenvolvimento territorial, técnicas construtivas, sustentabilidade e valorização patrimonial. Técnicos de Planeamento e agentes na área da investigação encontrarão ainda neste evento, um espaço apropriado para tomarem conhecimento e debaterem aspectos como questões sociais e urbanismo a diferentes escalas.
Não existem custos de inscrição, mas a mesma deverá ser efectuada até 30 de Agosto de 2008.
Para mais informações, por favor contacte: gjesus@cm-serpa.pt
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Seminário "Competitividade e Inovação na Rede Urbana Nacional - uma especialização funcional do território?"

Tradicionalmente, o papel das cidades estava centrado em questões como o urbanismo sustentável e os transportes. Mas novos paradigmas políticos obrigam as cidades a orientar-se para outros problemas, os quais surgiram em consequência da globalização e dizem respeito ao mundo laboral e à competitividade territorial. A especialização funcional como mecanismo de criação de territórios competitivos e geradores de emprego estável, pode ser uma solução. No caso específico de Moura, a promoção de um cluster regional na área do fotovoltaico e a inovação, têm sido as principais apostas, nelas se depositando esperanças em termos do futuro crescimento da cidade e do território envolvente.
Tendo em vista debater a temática "Competitividade e Inovação na Rede Urbana Nacional - que especialização funcional do território?" a Câmara Municipal de Moura vai levar a efeito, no próximo dia 4 de Julho, um seminário de aprofundamento da mesma e, simultaneamente, dar a conhecer o seu próprio processo de desenvolvimento.
O evento, dividido em duas partes, decorrerá nas instalações da MFS, a partir das 9,45 H. Um conjunto de 4 comunicações, seguido de uma visita à fábrica, estarão entre os principais momentos da manhã. Na parte da tarde, será promovida uma visita à Central Fotovoltaica de Amareleja (14,30 - 16,00 H) e, de seguida, a inauguração das instalações da "Lógica - Sociedade Gestora do Parque Tecnológico de Moura, EM".
Esta trata-se de uma óptima oportunidade para todos aqueles que têm mostrado interesse pelos projectos enunciados, mas as inscrições, apesar de grátis, serão limitadas e deverão ser confirmadas até ao próximo dia 2 de Julho.
- PROGRAMA: Download do Programa
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Iniciativa da Rede ECOS no Algarve

Geo-arquitectura juntou especialistas marroquinos e portugueses em Silves
«É possível conjugar tradição com a arquitectura moderna», garantiu, em Silves, José Alberto Alegria, arquitecto e cônsul de Marrocos no Algarve.
Este foi um dos temas em debate no seminário «A Geo-arquitectura como factor de diálogo intercultural: os exemplos de Silves e de Marrakech», que teve lugar nos dias 16 e 17, na Biblioteca Municipal de Silves.Integrado na rede Energia e Construção Sustentáveis (ECOS), o seminário teve como objectivo a análise, feita por peritos portugueses e marroquinos, da forma como a arquitectura pode ser um factor de diálogo intercultural e de aproximação dos dois povos.É necessário «valorizar e aproveitar o conhecimento deixado durante séculos pelos antepassados, valorizar uma herança comum, um património que está explicitado nas duas cidades», afirmou João Guerreiro, reitor da Universidade do Algarve e presidente da Associação Al-Moutamid Ibn Abbad, na sessão de abertura do encontro. A mesma opinião é partilhada por Marzak Mohamed, reitor da Universidade Cadi Ayyad, de Marrocos, que acrescentou que «o seminário permite debater os temas ligados à arquitectura, bem como ouvir os artistas e arquitectos e debater o uso da energia renovável nas construções».Também estiveram presentes os presidentes dos sete municípios que integram a rede ECOS, de modo a aproveitar o momento para trocar experiências e valorizar as potencialidades da rede. Até porque o projecto tem como grande objectivo a promoção de boas práticas no que toca ao desenvolvimento sustentável, sobretudo na utilização de energias renováveis e na aplicação de técnicas de construção mais amigas do ambiente.Para Isabel Soares, presidente da Câmara de Silves, a preservação do ambiente «é uma das problemáticas mais importantes do século XXI». Por isso, a edil de Silves acrescentou que a Câmara «irá recuperar o Moinho de Rodete, bem como colocar equipamentos de energia eólica em São Marcos da Serra». «Está previsto que a construção de uma urbanização em São Marcos da Serra tenha como base a geo-arquitectura», acrescentou.A geo-arquitectura, como explicou José Alberto Alegria, arquitecto e cônsul de Marrocos no Algarve, é a utilização de «materiais locais na construção. Esses materiais podem ser a madeira, a pedra, a terra». O arquitecto explicou ao «barlavento» que «não é muito difícil inserir as energias renováveis nas geo-construções, até porque, por exemplo, as estruturas das paredes deste tipo de construção já são feitas de forma a permitir «o aquecimento ou arrefecimento natural da casa». Em relação ao projecto ECOS, José Pós-de-Mina, presidente da Câmara de Moura, deixou ainda no ar a hipótese de, no futuro, a «rede ECOS ser alargada a outros municípios». Por enquanto, «os concelhos a integrar o projecto foram apenas sete e foram escolhidos por terem características semelhantes».Nos dois dias em que decorreu o encontro, os especialistas, portugueses e marroquinos, em arquitectura em terra (taipa e adobe), bem como em arte e história da arte, apresentaram as suas comunicações, reflectindo sobre as condições existentes, na actualidade, nos dois países, para promover um tipo de trabalho que, na antiguidade, era a mais importante forma de construir da Bacia Mediterrânica.A iniciativa, organizada pela Câmara de Silves, em parceria com as restantes autarquias que integram a rede ECOS, é uma primeira reunião de trabalho, já que todos os municípios do projecto terão a seu cargo a realização de encontros semelhantes, para discussão de temáticas distintas, todas elas relacionadas com energias alternativas (eólica, solar e ondas) e a construção sustentável.O que é a rede ECOS?A rede Energia e Construção Sustentáveis (ECOS) é um projecto levado a concurso nacional no âmbito da «Política de Cidades POLIS XXI - Redes Urbanas para a Competitividade e Inovação», que, de um conjunto de 26 propostas nacionais, acabou por se distinguir entre as cinco primeiras.O projecto, que conta com a participação de sete municípios portugueses (Beja, Moura, Óbidos, Peniche, Serpa, Silves e Torres Vedras), pretende colocar estas cidades no panorama internacional, através da criatividade e inovação.Os trabalhos a desenvolver e os resultados a atingir são, por isso, a gestão financeira e animação da rede, seminários e eventos técnicos, benchlearning e internacionalização, estabelecimento de parcerias público-privadas de contratualização de Investimentos e Criação de Postos de Trabalhos, bem como a elaboração do plano estratégico QREN 2007/2013 - projectos âncora para o aumento da Competitividade da Rede no cenário internacional.No entanto, a principal responsabilidade dos sete concelhos é dotar as suas cidades com construção sustentável, bem como divulgar e criar centros electroprodutores que promovam a utilização das energias renováveis.A Rede ECOS arrancou formalmente a 8 de Janeiro deste ano, na cidade de Moura, numa sessão onde participaram os responsáveis políticos dos sete concelhos.
22 de Maio de 2008 10:08ana sofia varela
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Energias Renováveis: PM refere área para projectos-piloto criada em Peniche e maiores centrais fotovoltaicas do mundo em construção no Alentejo

2008-04-11
A energia é uma questão central do nosso tempo. Central para a economia, central para o ambiente e central para a segurança do País.
Devemos reconhecer que quando o Governo iniciou funções o sector energético estava paralisado. As principais empresas, EDP e Galp, viviam na total indefinição e na incerteza. O principal plano do Governo anterior, de criação de um monopólio no gás e na electricidade através da fusão dos activos dessas grandes empresas, tinha acabado de ser terminantemente recusado pela Comissão Europeia. Era uma política errada, que desprezava a concorrência e os interesses dos consumidores, para além de ignorar as questões críticas da eficiência energética e das energias renováveis. Neste quadro, a situação que se vivia em Portugal, no princípio de 2005, caracteriza-se em três palavras: paralisia, nas empresas; erro nas políticas; ausência nos objectivos.
Em três anos, o sector conheceu uma verdadeira revolução. Deixem-me salientar aqui os principais resultados:
Resolvemos as crises nas empresas participadas pelo Estado, dando-lhes orientações claras: elas têm hoje estabilidade accionista e condições de concorrência aberta e leal;
Estabelecemos parcerias internacionais estratégicas no aprovisionamento de petróleo e gás natural;
Desenvolvemos as infra-estruturas de armazenamento e transporte de gás natural e reforçámos a capacidade de interligação eléctrica com Espanha;
Acelerámos o processo de liberalização do mercado e concretizámos efectivamente o MIBEL, que se tornou o segundo mercado regional a ser criado na Europa;
Adoptámos uma política tarifária que defende os consumidores, sem desprezar a amortização do défice tarifário;
Dinamizámos a iniciativa empresarial no sector, com o lançamento de sucessivos concursos para energia eólica, energia hídrica e para a construção de 4 centrais de ciclo combinado. Estes concursos foram desenhados para estimular e favorecer a constituição de verdadeiros clusters industriais na área da energia, com valorização tecnológica e forte incorporação nacional.
Mas, Senhores Deputados, não há melhor forma de compreender a mudança do que olhar para o que aconteceu na área das energias renováveis. Elas constituem, verdadeiramente, o pilar da nossa estratégia.
No últimos três anos, em Portugal, foram lançados mais projectos do que nos vinte anos anteriores. A potência eólica instalada praticamente quadruplicou, o que transformou Portugal num dos dez países do mundo onde a energia eólica mais se desenvolveu.
Demos um novo impulso ao aproveitamento dos recursos hídricos do nosso País, com reforço de potência em algumas barragens – Picote, Bemposta e Alqueva – e com o lançamento dos concursos para a construção da barragem do Sabor e das dez novas barragens que constam do Plano Nacional de Barragens.
Aqui, senhores Deputados, trata-se de recuperar o tempo perdido. Num momento tão crítico como o que o Mundo vive em matéria de energia, seria um erro estratégico que Portugal continuasse a ser um dos Países da União Europeia com maior potencial hídrico por explorar.
E não esquecemos, também, os projectos emblemáticos e com fortes efeitos demonstrativos nas outras formas de energia renovável. Estamos a construir as duas maiores centrais solares fotovoltaicas do Mundo no Alentejo. Definimos a área para projectos-piloto no domínio da energia das ondas, em Peniche. Licenciámos 28 centrais de biomassa e criámos importantes incentivos ao desenvolvimento da microgeração.
Estes resultados não são apenas importantes para o sector da energia - eles são também uma força motriz do desenvolvimento de todo o território, do crescimento da economia e da criação de emprego. O conjunto dos investimentos já lançados e planeados até 2012 no sector da energia atinge o valor de 12 mil milhões de euros. Só as duas primeiras fases dos concursos de potência eólica representaram a criação de mais de 3 mil empregos directos e indirectos, com forte impacto regional, em particular no Norte e no Centro. Os novos projectos hidroeléctricos representam um investimento estimado de 2,7 mil milhões de euros e irão aumentar em 50% a capacidade nacional instalada até 2015. Só na construção das cinco primeiras novas barragens serão criados 4500 novos postos de trabalho.
Senhor Presidente, senhoras e senhores Deputados:
Portugal está hoje na linha da frente europeia na área da Energia. As nossas metas de eficiência energética, de utilização de biocombustíveis e de energias renováveis são mais ambiciosas do que as próprias metas europeias. Em 2006, fomos o país da União Europeia que mais cresceu na produção de energia eólica. Em 2007, 40% da electricidade produzida em Portugal teve já origem em fontes renováveis. 40%! Isto compara com 5% no Reino Unido ou 12% em França e na Alemanha.
Estes resultados mostram que estamos a olhar o futuro de frente e que em matéria de energias renováveis as nossas metas colocar-nos-ão no grupo dos cinco Países mais avançados da União Europeia.
Mas esta aposta estratégica na energia já está a ter efeitos decisivos em diferentes planos. Portugal é hoje um País com ambição no combate às alterações climáticas e na promoção do ambiente; e empenhado na redução da dependência energética e na segurança do abastecimento. O movimento criado nestes últimos três anos dinamizou as empresas, gerou novos clusters industriais, impulsionou a modernização tecnológica e criou riqueza, emprego e oportunidades de desenvolvimento em várias regiões.
Senhor Presidente, senhoras e senhores Deputados:
A Estratégia Nacional para a Energia vai prosseguir, e com mais ambição. Quero, por isso, apresentar ao Parlamento algumas das próximas medidas que concretizam a política do Governo.
Assim, até ao fim deste mês, será lançada a terceira fase do concurso de potência eólica, envolvendo a instalação de mais 200 MW. Esta fase tem características próprias, que quero salientar: dirige-se a pequenos investidores, terá uma forte componente local e privilegiará projectos situados no interior do país.
Em segundo lugar, vamos criar o Pólo de Competitividade da Energia que será o segundo a ser criado depois do Pólo de Competitividade da Saúde. Este Pólo associará empresas, universidades e centros de inovação permitindo a realização de acções conjuntas para a promoção de investigação e desenvolvimento e o QREN prevê financiamentos públicos para estas acções de aproximação entre empresas e unidades de ensino e investigação que são essenciais para o desenvolvimento do sector.
Em terceiro lugar, ainda neste mês de Abril ficará disponível, (com a aprovação do respectivo regulamento) o Fundo para as Energias Renováveis. É um fundo de 70 milhões de euros, que terá por missão apoiar projectos apresentados por múltiplas entidades, e destinado a apoiar a formação avançada e a promoção de acções inovadoras, no domínio da eficiência energética e das energias renováveis.
Em quarto lugar aprovaremos na próxima semana o Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética cujo objectivo principal é a redução em 10% do consumo de energia até 2015. Esta poupança permitirá ultrapassar a meta da União Europeia e contará com os contributos dos vários sectores de actividade e com o Estado a liderar em termos de eficiência com uma economia induzida de cerca de 12%.
4. Investir na modernização e na inovação
Senhor Presidente, senhoras e senhores deputados:
A energia é uma área política decisiva: porque alia economia e ambiente, porque aproveita melhor os nossos recursos naturais, porque incorpora e desenvolve o saber, a tecnologia e a inovação, porque cria riqueza e emprego.
Há três anos atrás, o país vivia, nesta como em muitas outras áreas, num clima de incerteza e paralisia, sujeito a opções políticas erradas. Com isso desperdiçava tempo e recursos. Mas, com uma nova estratégia, conseguimos mudar o rumo – e Portugal passou a ser um dos Estados europeus mais avançados na política da energia. As medidas que hoje apresento têm por objectivo imprimir ainda mais ritmo e ambição a esta estratégia. Por que é com iniciativa, liderança e ambição que se promove o desenvolvimento da economia e o crescimento do emprego.
segunda-feira, 17 de março de 2008
1 MW Wave Energy Power Plant


Waveroller Technology
Peniche – Portugal
http://www.cm-peniche.pt/_uploads/pdf_noticias/waverollerawenergyoyeneolicasagrupolena.pdf
quinta-feira, 13 de março de 2008
Energia a partir das ondas estará em pleno funcionamento em 2009
A portuguesa Eneólica está a desenvolver ao largo da praia da Almagreira, Peniche, um projecto-piloto de produção de energia a partir das ondas, usando tecnologia pioneira em todo o mundo que está a ser instalada no fundo do mar.
O objectivo é a partir do final de 2009 criar, em Peniche, um grande parque mundial de energia das ondas e entrar numa fase de exploração comercial do projecto com uma potência instalada entre os 50 e os 100 megawatts (MW).
Nessa altura, o investimento ascenderá a cem milhões de euros e colocará Portugal na linha da frente no segmento da produção mundial de energia a partir do movimento das ondas.
“O mar em Portugal tem as melhores condições para o aproveitamento da energia das ondas, dada a ondulação mais ou menos forte e com alguma regularidade”, reconheceu à agência Lusa o administrador da Eneólica, Agostinho Ribeiro, considerando que, no contexto da costa portuguesa, Peniche aparece como sendo “a melhor zona”, por todas estas características da “ondulação de fundo”.
“Se o projecto vier a demonstrar toda a sua viabilidade técnica e financeira, em finais de 2009 estamos em condições de passarmos a projecto comercial”, adiantou, revelando que o objectivo da empresa passa também por “construir um cluster industrial em Peniche”, para a montagem e manutenção de toda a tecnologia.
Agora, os equipamentos são transportados da Finlândia por arrastões até ao Porto de Peniche e montados nos Estaleiros Navais da cidade, para daí serem levados para a Almagreira, onde em Abril de 2007 foi instalada a primeira e única máquina “Wave Roller”, a 20 metros de profundidade e a 500 milhas da praia.
A tecnologia foi criada pela finlandesa AW Energy e, além de Peniche, está a ser testada pelo Centro Europeu de Energia Marítima (Orkney), ao largo do mar da Escócia.
“É a única empresa [em todo o mundo] com tecnologia para o aproveitamento da energia das ondas no fundo do mar”, revelou Agostinho Ribeiro, explicando que, pelo contrário, os mecanismos até aqui existentes no segmento da energia das ondas “aproveitam energia com tecnologias flutuantes à superfície” e revelam-se pouco eficazes em situações de tempestade porque “vêm parar à terra”.
Sabendo à partida que “o fundo do mar é mais tranquilo”, a AW Energy desenvolveu este conceito inovador em todo o mundo, cujo projecto que está agora pela primeira vez a ser testado “não é para aproveitar as ondas à superfície, mas as de fundo, e conciliar as características do fundo do mar, a movimentação das areias e as características da ondulação”.
Através de pás flutuantes que acompanham o movimento das águas, a tecnologia é capaz de captar energia para depois ser transformada em electricidade, como demonstra o protótipo com uma potência de 15 kilowatts (KW) que se encontra em Peniche.
“Até agora a demonstração está a resultar, o projecto está já a produzir energia” que não está ainda a ser debitada para a rede eléctrica. “Já estamos a estender o cabo para terra e queremos estar a injectar energia no prazo de dois meses”, adiantou o responsável, estimando que o investimento é de 50 mil euros.
Todos os movimentos debaixo de água e possíveis avarias nos equipamentos são captados por três câmaras de videovigilância, cujas imagens podem ser visualizadas através da sala de controlo de uma estação que funciona junto à praia da Almagreira. É a partir daí que, no local ou à distância através da internet, uma equipa composta por seis técnicos (portugueses e finlandeses) consegue monitorizar dados- como potência e energia geradas em tempo real- que vão sendo processados em dois computadores.
Dentro de um mês, se as condições do mar assim o permitirem, um segundo equipamento será colocado no fundo do mar. Até ao final deste ano, a Eneólica pretende instalar outros dez, de modo a ficar com uma capacidade de produção de 100 KW, que poderão fornecer electricidade a 20 habitações.





